Por: Carlos Alexandre
Fonte: G1
Prédio de escola profissionalizante em cidade próxima à capital ucraniana foi atingida. Moscou afirma que Crimeia também foi alvejada por drones ucranianos.

Três pessoas morreram em um ataque russo com drones que atingiu uma escola profissionalizante nos arredores de Kiev nesta quarta-feira (22), afirmou o Ministério de Situações de Emergência da Ucrânia.
Segundo a pasta, outras duas pessoas ficaram feridas e outra foi resgatada do edifício, na cidade de Rzhyshchiv, a 80 km ao sul de Kiev. O governo diz ainda que quatro pessoas estão presas sob escombros da parte superior do prédio, que foi atingida.
O ataque, feito por quatro drones, também destruiu parcialmente duas residências de estudantes do Ensino Médio e um edifício com salas de aula, ainda segundo o Ministério.
Os drones utilizados no bombardeio eram de fabricação iraniana Shahed-136/131, de acordo com a Força Aérea da Ucrânia, que disse ter conseguido interceptar e abater outros 16 equipamentos similares. No total, as tropas russas enviaram 21 drones à região de Kiev, que decolaram da região russa de Briansk, ao norte da Ucrânia, ainda segundo Kiev.
O Irã tem sido acusado pelo Ocidente de fornecer drones para as Forças Armadas russas. O governo iraniano nega.
A administração militar da região de Kiev acusou a Rússia de atacar um “endereço civil” – desde o início da guerra, o Kremlin insiste que bombardeia apenas alvos militares ou de infraestrutura da Ucrânia.
Ofensiva ucraniana
Também nesta quarta-feira, a Marinha da Rússia anunciou que impediu um ataque com drones contra o porto de Sebastopol, na península da Crimeia, anexada por Moscou.
“A Frota do Mar Negro impediu um ataque de drones contra Sebastopol”, declarou o governador da cidade designado por Moscou, Mikhaiil Razvojayev.
O ataque aconteceu menos de uma semana após a visita do presidente russo Vladimir Putin a esta península, anexada em 2014.
Razvojayev afirmou que a operação não provocou vítimas ou danos nos navios, mas que as explosões quebraram algumas janelas de edifícios próximos.
“A situação está sob controle”, disse.
Na terça-feira, a Ucrânia anunciou a destruição de mísseis de cruzeiro russos em uma explosão na Crimeia, mas não assumiu a responsabilidade pela ação.
Mandado de prisão a Putin
Na semana passada, o Tribunal Penal Internacional, baseado de Haia, na Holanda, emitiu um mandado de prisão contra Vladimir Putin pelo crime de “deportação ilegal” de crianças da Ucrânia à Rússia.
Moscou já vinha sendo acusada por organizações não-governamentais, por Kiev e até por uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) de sequestrar crianças em regiões ucranianas tomadas pelo Exército do país e de levá-las para centros de “reeducação” em território russo. O próprio Kremlin já admitiu o envio dos jovens ucranianos à Rússia, mas alega tratar-se de órfãos.
Um ano de guerra
A guerra da Ucrânia completou um ano no fim de fevereiro, com a perspectiva de seguir se arrastando ao longo de 2023 e ameaças de Moscou de uma retomada de territórios. O governo russo também tem dado indícios de uma possível parceria com a China.
Kiev, por outro lado, tem se apoiado no envio de armas e equipamentos militares por países do Ocidente, com os tanques alemães Leopard 2, para conseguir expulsar as tropas russas, que controlam atualmente cerca de 20% do território ucraniano, quase todos no leste do país.
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