Por: Villian Nunes

Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (9) por armazenar pornografia infantil, em Belém. Segundo a Polícia Civil, a prisão fez parte de mais uma etapa da operação “Luz na Infância”, que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes. Também foram cumpridos cinco mandados de busca em apreensão na capital e em Parauapebas.
De acordo com a polícia, durante o cumprimento dos mandatos foram apreendidos dispositivos de informática. Todo o material será encaminhado à perícia.
Esta é a oitava fase da operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além do Pará, a investigação ocorre em outros 17 estados brasileiros e cinco países: Argentina, Estados Unidos, Panamá, Paraguai e Equador, com objetivo de combater crimes de abuso e exploração sexual praticados na internet contra crianças e adolescentes.
No Pará, as investigações seguem por meio da Divisão de Combate a Crimes contra Grupos Vulneráveis praticados por meios cibernéticos (DCCV).
No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão; de três a seis anos pelo crime de compartilhamento; de quatro a oito anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.
Como prevenir
Veja recomendações do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a prevenção de crimes de pornografia infantil e de exploração sexual contra crianças e adolescentes:
- Denúncia: diante da suspeita de algum comportamento inadequado, a família deve denunciar na polícia, procurar ajuda de profissionais da área e utilizar canais de denúncia das redes sociais para reportar eventuais crimes ou irregularidades;
- Controle parental: acompanhar o que crianças e adolescentes fazem no ambiente on-line. Há aplicativos e programas que permitem controlar que tipo de sites as crianças acessam, e em qual horário;
- Orientação em casa: saber e explicar como as ferramentas e as redes sociais funcionam, o tipo de informação que retêm e como as pessoas ficam expostas;
- Privacidade: verificar configurações de privacidade de redes sociais, para não deixar crianças expostas com localização identificadora de residência e outras informações pessoais;
- Atenção com estranhos: a preocupação para que as crianças não falem com estranhos na rua tem de ser estendida para a vida on-line, alerta o ministério.




