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Contra ataque ao crime – Mega operação deixa pelo menos 64 mortos no Rio de Janeiro.

Por: André Santos

Fotos: Jovem Pan

Secretário do Rio cita ‘Estado de Guerra’ e diz que é ‘impossível’ combater crime organizado sozinho.

RIO – O secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, disse nesta terça-feira, 28, em entrevista à TV Globo, que o Estado não tem condições de enfrentar sozinho o crime organizado. Ele ainda afirmou que o governo solicitou ajuda federal em uma operação anterior contra o Comando Vermelho (CV), mas teve o pedido negado.

A polícia do Rio realiza uma megaoperação contra a facção. Segundo o governo, o CV lançou bombas por meio de drones em retaliação. Vídeos divulgados pela Polícia Civil mostram o momento das explosões. Ao menos 64 pessoas, entre policiais e criminosos, morreram durante a ação. É a mais letal da história do Estado. 81 foram presos.

“São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem. Casas construídas de forma irregular, becos que é impossível fazer o patrulhamento. Isso causa risco maior à população e obviamente aos policiais. Esses criminosos dominaram essa região. Hoje, por exemplo, utilizaram drones lançando artefatos explosivos contra os policiais e a população. Essa é a realidade, esse Estado de Guerra que a gente vive no Rio de Janeiro”, disse Victor Santos.

Rio de Janeiro em estado de guerra. Pessoas inocentes perdem vidas. Governo federal, nega ajuda. Foto: Estadão.

Governador lamenta falta de auxílio

Em entrevista coletiva no início da tarde, o governador Cláudio Castro também lamentou a falta de apoio de outras esferas de poder.

“As nossas polícias sozinhas. É uma operação maior do que a de 2010 e, infelizmente, dessa vez, como ao longo desse mandato inteiro, não temos o auxílio nem de blindados, nem de nenhum agente das forças federais, nem de segurança, nem de defesa. A gente sozinho nessa nessa luta estamos fazendo a maior operação da história do Rio de Janeiro”, afirmou Castro.

Questionado se o governo estadual pediu ajuda ao governo federal para a operação desta terça-feira, Castro disse que não foi solicitado nenhum apoio “desta vez” porque já houve três negativas de ajuda ao Estado.

“Não foram pedidas dessa vez, porque nós já tivemos três negativas. Nós já entendemos que a política é de não é ceder. Falam que tem que ter GLO (Garantia da Lei da Ordem), que tem que ter isso, que tem que ter aquilo, que podiam emprestar o blindado e depois não podiam mais emprestar porque o servidor que opera o blindado é um servidor federal. O presidente já falou que ele é contra GLO. A gente entendeu que a realidade é essa e a gente não vai ficar chorando pelos cantos”, afirmou.

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